Viver dá medo. Assusta. Desespera. E quando envolvemos outras pessoas em nosso universo aí mesmo que a coisa complica de vez. Somos obrigados a aprender e entender que as pessoas são diferentes. Pensam diferentes. Agem diferentes. Simplesmente aceite o fato que as diferenças existem, elas não são subliminares. São concretas.
E nesse contexto surgem as incertezas ou aquela famigerada insegurança, aquela que mata aos poucos, que nos tira a lógica e a clareza dos sentidos. Mas como ter todas as respostas? Não dá. Não tente isso, pois você ficará louco. Nem sempre existem respostas para todas as perguntas. Melhor, elas até existem, mas são muito subjetivas, tênues para nossa visão simplista.
Às vezes temos a faca e o queijo na mão. Temos a palavra certa, o sorriso na hora certa e até mesmo o silêncio no momento certo. Mas por puro devaneio, atropelo do nosso imaginário coloca-se tudo a perder com atitudes infantis, pueris e desnecessárias. Às vezes inventamos inimigos que não existem e com isso criamos fantasmas para nossa consciência.
Neste exato momento você deverá estar se perguntando: mas o que ela quer dizer com isso? Quero dizer apenas isto. Nem mais, nem menos, apenas que a ânsia de querer que tudo aconteça na velocidade da luz faz com que a mágica se perca. As pessoas precisam de tempo para digerir as coisas, as mudanças. As pessoas são arredias a mudanças.
O ser humano está acostumado com o comodismo, com a rotina, o cotidiano. Até os mais versáteis são burocráticos. A pressa impõe vontades alheias e ninguém gosta de engolir o que é imposto, forçado e cobrado.
Ah cobranças! Esse é outro assunto que anda de mãos dadas com a insegurança porque todo inseguro cobra. Cobra muito. Tensiona demais porque como vive em uma eterna paranóia precisa arrumar um jeito prático (na cabeça deles) de não alimentar suas caraminholas. Obviamente isso não resolve muita coisa, apenas afasta ainda mais aquele que se quer aproximar.
Sim, afastamento! Esta é a conseqüência da insegurança. Ela mata a espontaneidade, os gestos sublimes, a vontade, o desejo de querer. Ninguém gosta de enxergar no outro melindres inconseqüentes. Isso leva a uma série de questionamentos sobre verdades e mentiras, fatos e ilusões. Às vezes cansa explicar repetidamente que não há motivos para se sentir inseguro. Confiança é fundamental.
Let it flow! Relaxe. Não crie um bicho de sete cabeças por coisas que você não sabe. E não queira saber aquilo que não é da sua conta. Aguarde os acontecimentos. Viva a vida. Aproveite os instantes, os segundos compensadores. A vida é feita de momentos. Faça de cada um deles inesquecíveis e com isso você não terá motivos para duvidar da própria potencialidade.

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